Tendo a freguesia do Parque das Nações nascido por iniciativa desta Associação e a poucos dias de irmos às urnas eleger os novos Órgãos da mesma, entendemos ser nosso dever registar aqui o nosso apreço pelo trabaho realizado ao longo destes primeiros quatro anos de vida, quer pelos Órgãos cessantes quer pelos muitos trabalhadores que, diariamente, contribuem para a resolução dos muitos problemas com que, naturalmente, somos confrontados.

Ao longo destes quatro anos, tivemos oportunidade de auscultar, quer no universo dos nossos associados, quer junto dos demais moradores, as opiniões e sentimentos que têm hoje em relação à criação da freguesia. E o balanço é, inquestinavelmente, positivo.

Efectivamente, ao longo destes quatro anos, fomos conhecendo muitas opiniões e ouvindo, de viva voz o muito que preocupou e continua a preocupar os vários interlocutores.

E pela tónica generalizada, mesmo por aqueles que começaram por ser críticos, reconhece-se que uma freguesia una, portanto não dividida por municípios diferentes, pode responder melhor aos desejos dos seus fregueses.

Pelos serviços que presta, pela qualidade ambiental aprazível para quem vive e visita, com mais e melhor mobilidade, vimos serem criados serviços essenciais, mesmo na impossibilidade de serem criadas estruturas para os acolher.

E neste âmbito não esquecemos o nosso obrigado aos colaboradores, que ao frio, ao sol, à chuva, cumprem a sua tarefa para o atendimento, conforto e segurança de quem vive e trabalha nesta freguesia.

Foi possível constatar referências à inovação de certos projetos, tornando-os marcas de qualidade da freguesia. Na zona poente foram aplaudidas várias iniciativas: a Loja Solidária, o Gabinete de Enfermagem, o transporte solidário, o apoio domiciliário, os eventos que se organizaram como desfiles de Carnaval, os desfiles de Folclore do Minho e ainda a realização das galas de Fado Amador, que envolveu as freguesias vizinhas de Marvila, Beato e Olivais; a Piscina do Oriente, com qualidade nunca antes constatada, na qualidade da água, na aprendizagem, no acolhimento às escolas, na formação da sua equipa técnica, nas aulas especializadas para seniores, no ensino do Judo, etc.

E apesar de ainda não terem sido erigidas as instalações do Centro de Saúde, bem como da 2.ª fase da Escola Parque das Nações, a verdade é que nunca estes projetos tiveram tantas garantias de conclusão.

Foram ainda referenciados a Corrida das Nações, o Coro das Nações e Teatro das Nações, como projetos de referência e de forte impacto inovador, não apenas junto da nossa comunidade, mas também em todo o município de Lisboa.

Valeu, pois, a pena a criação da freguesia do Parque das Nações e esta Associação orgulha-se da batalha que travou para que tal acontecesse

Numa freguesia com as características sócio culturais e de nível elevado como a nossa, deve a crítica ser feita, sempre, pela positiva, e não num exercício sistemático e contínuo do dizer mal e criticar por criticar. Foi o que sempre fizemos ao longo destes quatro anos, como, de resto, já o tinhamos feito com Parque Expo. Sempre procurámos estar com todos na busca de soluções para os problemas porque é isso que importa.

Neste registo, desde que a freguesia foi criada e os seus Órgãos eleitos, a AMCPN fez chegar a quem de direito inúmeros reparos críticos e até algumas “ameaças veladas” pela demora nas realizações. Naturalmente, foram mais os aplausos que enviámos e os agradecimentos pela obra realizada neste ou naquele sector, porque tal se justificava. Afinal de contas, era nosso dever, ter presente, as naturais dificuldades de instalação duma nova freguesia, agravadas com a simultaneidade dos processos de transferência de competências da Parque Expo para a Câmara Municipal de Lisboa, ainda não concluído, e a transferência de competências do município para a freguesia. Em face das dificuldades, temos de reconhecer que foi feito um trabalho notável, apesar de haver sempre algo mais a realizer.

É assim que pensamos a democracia e o seu exercício diário.

Pugnamos por um diálogo entre todos, que conduza a uma união efetiva e pragmática, sempre em prol da qualidade de vida na nossa freguesia. Todos são peças de um mesmo objeto coletivo. Todos são essenciais para a valorização desta freguesia de Lisboa, independentemente das suas opções ou pontos de vista. A democracia é arte do exercício da conciliação de anseios e vontades. É assim que entendemos a vida e o saber estar nela.

Assim, pelas razões aqui apontadas e final de mandato, expressamos o nosso agradecimento aos Órgãos cessantes da nossa freguesia e aos seus trabalhadores, pelo excelente trabalho realizado. Bem-hajam!

Aos novos Órgãos, a eleger no próximo dia 1 de outubro, desejamos, desde já, muito sucesso no seu trabalho, ao