Nos últimos dias a TVI colocou na agenda a contaminação dos solos no Parque das Nações, em particular a obra de ampliação do Hospital Cuf Descobertas. Pelo caminho foram deixadas mensagens generalistas e alarmistas que atingiram direta ou indiretamente instituições da nossa freguesia como o colégio João XXIII ou outros equipamentos sedeados nas imediações.

Porque só agora a TVI decide fazer uma reportagem alarmista? Porquê quando todas as entidades públicas já se pronunciaram e se encontram no terreno com estudos que garantem que neste momento não há perigo público para os moradores? Quando já foram retirados e encaminhados para tratamento adequado os solos contaminados que se encontravam no local?

A resposta a estas questões, seguramente não tem nada a ver com o respeito pelo interesse público dos moradores do Parque das Nações e, portanto, só motivos muito particulares podem justificar colocar na agenda o assunto, fora de tempo.

A Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações está e esteve sempre desde o primeiro momento da sua constituição, em Agosto de 1999, ao serviço dos residentes do Parque das Nações, na defesa de um território que sentimos como nosso.

Quisemos ter toda a informação, com rigor e responsabilidade. Recolhemos esclarecimentos a todas as entidades que têm intervenção direta no processo (CML, Agência Portuguesa do Ambiente, Direção Geral de Saúde, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, Hospital Cuf Descobertas).

Apesar da Junta de Freguesia do Parque das Nações não ter qualquer competência na resolução deste problema – que se encontra na esfera do relacionamento entre as entidades públicas competentes e um promotor privado – questionámos sobre as diligências efetuadas para o cabal esclarecimento dos moradores.

Todas as entidades sem exceção emitiram relatórios que permitem tranquilizar os moradores do Parque das Nações em relação ao caso em apreço e sobretudo deram garantias de reforçar a monitorização e fiscalização.

Não responsabilizamos o mensageiro, seguramente alguém com motivações particulares fez chegar uma mensagem alarmista aos media, sem cuidar dos danos que essa informação especulativa poderia causar na valorização do território onde vivemos.

A Associação de Moradores do Parque das Nações mantém-se fiel aos princípios éticos da sua constituição e, sem descurar a fiscalização da qualidade de vida no Parque das Nações, quer aqui deixar uma palavra de repúdio ao alarmismo.

Com serenidade e responsabilidade prestamos um serviço maior ao Parque das Nações. É isso que nos distingue.